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25.3.14
Alda Merini (Temor dos teus olhos)
PAURA DEI TUOI OCCHI
Paura dei tuoi occhi,
di quel vertice puro
entro cui batte il pensiero,
paura del tuo sguardo
nascosto velluto d'algebra
col quale mi percorri,
paura delle tue mani
calamite leggere
che chiedono linfa,
paura dei tuoi ginocchi
che premono il mio grembo
e poi ancora paura,
finché il mare sommerge
questa mia debole carne
e io giaccio sfinita
su di te che diventi spiaggia
e io che divento onda
che tu percuoti e percuoti
con il tuo remo d'Amore.
Alda Merini
Temor dos teus olhos,
desse vértice puro
onde bate o pensamento,
temor do teu olhar
oculto veludo de álgebra
com que me percorres,
temor das tuas mãos
magnetos ligeiros
reclamando seiva,
temor dos teus joelhos
que me apertam o ventre
e depois temor ainda,
até o mar cobrir
este meu corpo débil
e eu por terra, desfeita
debaixo de ti feito praia
e eu então feita onda
que tu feres uma vez e outra
com o teu remo de Amor.
> Outra versão: Luz & sombra (J.E.Simões)
.
8.7.11
Alda Merini (Canção do homem infiel)
CANZONE DELL'UOMO INFEDELE
Il mio uomo è uguale al Signore
il mio uomo è uguale agli dèi
se lui mi tocca
io mi sento una donna
e mi sento l'acqua che scorre
nei lecci della vita.
Il mio uomo è un purosangue che corre
mentre io cavallerizza da nulla
sto immobile a terra.
Il mio uomo è una chitarra felice
e io sono la sua canzone
ma lui non mi canta mai
perché?
Aspetto che la chitarra si rompa
per vivere...
Il mio uomo è un uomo crudele
il mio uomo è la mia preghiera
è uguale a Savonarola.
Ma il mio uomo tocca altri inguini ed altri capelli
è generoso con le fanciulle dorate
e lascia me povera
di vecchiezza e di vita a morire per lui.
Il mio uomo se si denuda
ha il petto villoso come le aquile
ma un rostro che ferisce a fondo
e punisce i pentimenti d'amore
allora io gli mostro le mie carni ferite
e maledico la sorte,
ma se il mio uomo sorride
io torno a fiorire e divento una bianca luna
che si specchia nel mare.
Alda Merini
O meu homem é igual ao Senhor
é igual aos deuses
se ele me toca
me sinto mulher
e água que corre nos regos da vida.
O meu homem é um puro-sangue a correr
enquanto eu cavaleira do nada
fico imóvel em terra.
O meu homem é uma guitarra feliz
e eu a sua canção
mas ele não me canta já porquê?
Que para viver se lhe parta a guitarra...
O meu homem é muito cruel
ele é a minha oração
é tal qual Savonarola.
Mas o meu homem afaga outros corpos e cabelos
pródigo com as meninas de oiro
deixa-me pobre a mim a morrer por ele.
Ao desnudar-se o meu homem
mostra o peito com pelo como as águias
mas o rosto fere profundo
punindo amores arrependidos
então eu mostro-lhe as minhas carnes feridas
e maldigo a minha sorte,
mas sorrindo o meu homem
eu volto a florir e sou uma lua branca
reflectida no mar.
(Trad. A.M.)
.
29.5.11
Alda Merini (Quem tiver medo da morte)
Chi ha paura della morte si offenda.
La morte è una riviera musicale,
il seno curvo della donna amata.
Non c'è spazio tra l'uomo e la sua morte.
Soltanto il batticuore di un nemico che ride al suo passaggio
Alda Merini
Que se ofenda quem tiver medo da morte.
A morte é uma costa musical,
a curva do seio da mulher amada.
Entre o homem e a sua morte não existe espaço.
Apenas o pulsar de um inimigo que lhe ri à passagem.
(Trad. A.M.)
.
2.4.11
Alda Merini (A verdade é sempre essa)
La verità è sempre quella,
la cattiveria degli uomini
che ti abbassa
e ti costruisce un santuario di odio
dietro la porta socchiusa.
Ma l'amore della povera gente
brilla più di una qualsiasi filosofia.
Un povero ti dà tutto
e non ti rinfaccia mai la tua vigliaccheria.
Alda Merini
A verdade é sempre essa,
a maldade do homem
que nos rebaixa e
edifica um santuário de ódio
por trás da porta mal fechada.
Mas o amor da pobre gente
brilha mais do que qualquer filosofia.
Um pobre dá-nos tudo
e não nos cobra a nossa ruindade.
(Trad. A.M.)
.
11.3.11
Alda Merini (Pai)
Ora si che cammini:
non ho mai visto un viandante
tanto generoso e prudente
da lasciare i suoi semi per tempo.
Per ogni seme tu guardavi il cielo
e non sapevi
se fosse stato il seme di un figlio.
Così, timorato di Dio,
ci hai messo in disparte
per preservarci dal male.
E adesso che siamo soli
siamo diventati bambini.
Alda Merini
Agora é que caminhas:
nunca vi um viandante
tão generoso e prudente,
deixando suas sementes no tempo.
Por cada semente olhavas o céu
e não sabias
se fora a semente de um filho.
Assim, temente a Deus,
puseste-nos de parte
para nos guardar do mal.
E agora que estamos sós
tornámo-nos crianças.
(Trad. A.M.)
.
13.2.11
Alda Merini (Se alguém procurar)
Se qualcuno cercasse
di capire il tuo sguardo
Poeta difenditi con ferocia:
il tuo sguardo son cento sguardi
che ahimè ti hanno guardato
tremando.
Alda Merini
Se alguém tentar
compreender teu olhar
Defende-te poeta ferozmente:
o teu olhar são mil olhares
que ai de mim te olharam
estremecendo.
(Trad. A.M.)
.
20.1.11
Alda Merini (Menino)
BAMBINO
Bambino, se trovi l'aquilone della tua fantasia
legalo con l'intelligenza del cuore.
Vedrai sorgere giardini incantati
e tua madre diventerà una pianta
che ti coprirà con le sue foglie.
Fa delle tue mani due bianche colombe
che portino la pace ovunque
e l'ordine delle cose.
Ma prima di imparare a scrivere
guardati nell'acqua del sentimento.
Alda Merini
Menino, se achares o papagaio da tua fantasia
prende-o com a inteligência do coração.
Verás aparecer jardins encantados
e a tua mãe far-se-á uma planta
para te cobrir com as folhas.
De tuas mãos faz brancas pombas
para levar a paz a toda a parte
assim como a ordem das coisas.
Mas olha-te na água do sentimento
antes de aprenderes a escrever.
(Trad. A.M.)
.
20.12.10
Alda Merini (Não preciso de dinheiro)
Non ho bisogno di denaro.
Ho bisogno di sentimenti
di parole, di parole scelte sapientemente,
di fiori, detti pensieri,
di rose, dette presenze,
di sogni, che abitino gli alberi,
di canzoni che faccian danzar le statue,
di stelle che mormorino all'orecchio degli amanti...
Ho bisogno di poesia,
questa magia che brucia le pesantezza delle parole,
che risveglia le emozioni e dà colori nuovi.
Alda Merini
Não preciso de dinheiro.
Preciso é de sentimentos
de palavras, escolhidas sabiamente,
de flores, como pensamentos,
de rosas, como presenças,
de sonhos, que habitem as árvores,
de canções para as estátuas dançarem,
de estrelas que murmurem ao ouvido dos amantes...
Preciso de poesia,
essa magia que queima o peso das palavras,
que desperta as emoções e nos dá novas cores.
(Trad. A.M.)
.
19.11.10
Alda Merini (Os versos são poeira fechada)
I versi sono polvere chiusa
di un mio tormento d'amore,
ma fuori l'aria è corretta,
mutevole e dolce ed il sole
ti parla di care promesse,
così quando scrivo
chino il capo nella polvere
e anelo il vento, il sole,
e la mia pelle di donna
contro la pelle di un uomo.
Alda Merini
Os versos são poeira fechada
de um tormento meu de amor,
mas fora está-se bem,
o ar é instável e doce e o sol
fala de promessas caras,
assim quando escrevo
afundo a cabeça na poeira
e desejo o vento, o sol,
e a minha pele de mulher
contra a pele de um homem.
(Trad. A.M.)
>> Lugares Mal Situados (outra versão)
.
5.10.10
Alda Merini (Os poetas trabalham de noite)
I poeti lavorano di notte
quando il tempo non urge su di loro,
quando tace il rumore della folla
e termina il linciaggio delle ore.
I poeti lavorano nel buio
come falchi notturni od usignoli
dal dolcissimo canto
e temono di offendere Iddio.
Ma i poeti, nel loro silenzio
fanno ben più rumore
di una dorata cupola di stelle.
Alda Merini
Os poetas trabalham de noite
quando o tempo não os aperta,
quando se cala o barulho da multidão
e termina o linchamento das horas.
Os poetas trabalham no escuro
como nocturnos falcões ou rouxinóis
de dulcíssimo canto,
temendo ofender a Deus.
Os poetas, no entanto, com seu silêncio
fazem bem mais barulho
do que uma cúpula dourada de estrelas.
(Trad. A.M.)
.
31.8.10
Alda Merini (Tu não sabes)
TU NON SAI
Tu non sai: ci sono betulle che di notte levano le loro radici, e tu non crederesti mai che di notte gli alberi camminano o diventano sogni.
Pensa che in un albero c'è un violino d'amore.
Pensa che un albero canta e ride.
Pensa che un albero sta in un crepaccio e poi diventa vita.
Te l'ho già detto: i poeti non si redimono, vanno lasciati volare tra gli alberi come usignoli pronti a morire.
Alda Merini
Tu não sabes, há bétulas que arrancam as raízes à noite, enquanto as árvores caminham e viram sonhos.
Pensa que na árvore há um violino de amor.
A árvore ri-se e canta.
A árvore mora numa fenda e depois torna-se vida.
Já te disse, os poetas não se redimem, deixa-os voar pelas árvores como rouxinóis prestes a morrer.
(Trad. A.M.)
.
19.7.10
Alda Merini (Também tu és um homem)
Anche tu sei un uomo, ma non solo un uomo,
un giardino:
ti fanno compagnia le lunghe amache
i caldi tropicali, le Azzorre.
Ma tutto in te è magnifica Grecia,
non hai la perspicacia di Ulisse
non hai la malizia degli uomini,
ma sei silenzioso e caldo
come la matrice di un giunco.
Alda Merini
Também tu és um homem, não só um homem,
um jardim:
acompanham-te as longas redes
os calores tropicais, os Açores.
Mas tudo em ti é Grécia magnífica,
não tens a perspicácia de Ulisses
nem a humana malícia,
és antes calado e quente
como a matriz do junco.
(Trad. A.M.)
.
21.4.10
Alda Merini (Aos jovens)
AI GIOVANI
Bella ridente e giovane
con il tuo ventre scoperto,
e una medaglia d'oro
sull'ombelico,
mi dici che fai l'amore ogni giorno
e sei felice e io penso che il tuo ventre
è vergine mentre il mio
è un groviglio di vipere
che voi chiamate poesia
ed è soltanto tutto l'amore
che non ho avuto
vedendoti io ho maledetto
la sorte di essere un poeta.
Alda Merini
Ó bela sorridente e jovem
de barriga à mostra
e com uma medalha de oiro
no umbigo,
diz-me que fazes amor todos os dias
e és feliz, que eu penso que teu ventre
é virgem enquanto o meu
é um ninho de víboras,
o que vós chamais poesia
e é apenas todo o amor
que me faltou
ao ver-te eu maldigo
o destino de ser poeta.
(Trad. A.M.)
.
21.3.10
Alda Merini (Sonho de amor)
SOGNO D’AMORE
Se dovessi inventarmi il sogno
del mio amore per te
penserei a un saluto
di baci focosi
alla veduta di un orizzonte spaccato
e a un cane
che si lecca le ferite
sotto il tavolo.
Non vedo niente però
nel nostro amore
che sia l'assoluto di un abbraccio gioioso.
Alda Merini
Se eu tivesse de inventar o sonho
de meu amor por ti
pensaria numa troca
de beijos fogosos
na vista de um horizonte partido
e num cão
a lamber as feridas
debaixo da mesa.
Mas não vejo nada
no nosso amor
como o absoluto de um abraço de alegria.
(Trad. A.M.)
>> Alda Merini (sítio of. / 12p) / Poesie-I (10p) / Poesie-II (120p) / Poesie-III (45p)
.
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