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26.7.17

José Luis Hidalgo (Só tu e eu sabemos)





Sólo tú y yo sabemos la verdad de este mundo
 que día a día robamos a la muerte,
 que erigimos de nada tan solo con palabras
 humo  
 ceniza de un beso olvidado en tu frente.  
 Sólo tú y yo sabemos  
 fábulas como flautas  
 silencios como hormigas más o menos sonoras  
 y eso que se edifica lentamente en tus ojos  
 detrás de la vitrina o cristal de una lágrima  
 ese beso o latido  
 esa sonrisa o llama  
 de tener a la vida en la flor de los labios.


José Luis Hidalgo




Só tu e eu sabemos a verdade deste mundo
que roubamos à morte dia a dia,
que erguemos do nada só com palavras
fumo
cinza de um beijo esquecido na tua fronte.
Só tu e eu sabemos
fábulas como flautas
silêncios como formigas mais ou menos sonoras
e isso que se edifica lentamente em teus olhos
por trás da vitrina ou cristal de uma lágrima
esse beijo ou pulsar
esse sorriso ou chama
de ter a vida à flor dos lábios.


(Trad. A.M.)

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11.7.15

José Luis Hidalgo (A sombra desnuda)





LA SOMBRA DESNUDA



Estás aquí tan desnuda
que no te conoce nadie.
Hoy, no.
Ahora no te pregunto nada.
Tu cuerpo es larga respuesta
a quien quiera preguntarte.
Te has puesto un disfraz de acero
quitándote los vestidos.
Has creado mil murallas
alrededor de tu sangre.
Pero no.
Hoy no te pregunto nada.


José Luis Hidalgo




Estás aqui tão desnuda
que ninguém sequer te conhece.
Hoje, não.
Não te pergunto nada agora.
Teu corpo é longa resposta
para quem te interrogar.
Puseste uma máscara de aço
depois de tirar os vestidos.
Ergueste mil muralhas
em volta de teu sangue.
Mas não.
Hoje não te pergunto nada.

(Trad. A.M.)

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25.7.12

José Luis Hidalgo (Nasci e morri tantas vezes)





¡He nacido y he muerto tantas veces!
El hombre que ahora soy no lo comprendo,
acaso no soy yo, es aquel otro
hundido y olvidado por las calles
que en una tarde amarga dejé solo.


Y quiero recordarlo y se me borra
perdido en la salida de los cines,
acaso en un retrato que mi madre
guardaba de la luz con mano triste.


Pero voy comprendiendo. Me supongo
acaso como soy, y escribo versos
y sueño para todos... Sí, comprendo,
para nacer hay que morir primero.


José Luis Hidalgo





Nasci e morri tantas vezes!
O homem que sou agora não o entendo,
não sou eu talvez, mas esse outro
perdido e esquecido nas ruas,
o que eu deixei só em tarde amarga.


Quero lembrá-lo e apaga-se
perdido à saída do cinema,
talvez numa foto que minha mãe
guardava da luz com mão triste.


Mas vou entendendo. Suponho-me
talvez como sou e faço versos
e sonho para todos... Sim, compreendo,
para nascer é preciso morrer primeiro.


(Trad. A.M.)

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12.9.11

José Luis Hidalgo (Mar dos teus olhos)






MAR DE TUS OJOS




Puerto de amor tus ojos,
aguas claras.

(Brisa que me querías
sobre la mar salada.
Aguas sin corazón
que me llevabais...)

Hacia el mar de tus ojos
navegará mi ansia.


José Luis Hidalgo






Porto de amor teus olhos,
águas claras.


(Brisa que me querias
sobre o mar salgado.
Águas sem coração
que me arrastáveis...)


Para o mar de teus olhos
navegará minha ânsia.


(Trad. A.M.)

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27.8.11

José Luis Hidalgo (Chega-te)






Acércate. Más, más,
hasta palpar mis sueños.
No, todavía no...
Aún más y más, sin miedo:
como el agua del mar
a su fondo de cieno,
como se acerca a Dios
todo el azul del cielo.

Como me acerco a ti
cuando digo: te quiero.


José Luis Hidalgo






Chega-te. Mais, mais,
até tocar nos meus sonhos.
Não, ainda não...
Mais ainda, e mais, sem medo,
como a água do mar
ao seu fundo de lodo,
como se chega a Deus
o azul todo do céu.
Como eu me chego a ti
quando te digo: amo-te.

(Trad. A.M.)



>>  JoséLuisHidalgo (sítio) / Amediavoz (21p) / Cervantes (anto+perfil+biblio)

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