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22.6.19

Carmelo Guillén Acosta (Imagem sentimental)




IMAGEN SENTIMENTAL DE MI PADRE



Y a los ojos me viene su presencia,
del patio al corazón, del corazón
al compromiso. Lo confieso: el tono
es diferente cuando hablo de él.
Y sigue vivo; y sigue enamorado
de mi madre; y a su hijo, por mucho
que le diera por oírlo, lo quiso
más que a él.
Cuando me acerco a verlo,
me exige que la cuide, que es mi madre,
y a él, que no me olvide de llevarle
las flores de los muertos, que a los muertos
se les honra con flores. ¡Qué de veces
me lo viene diciendo!:
no te olvides
ni en la vida ni en la muerte de aquel
dulce deber: el cuarto mandamiento.


Carmelo Guillén Acosta

[Autorretrato]





E até aos olhos me chega sua presença,
do pátio ao coração, do coração
ao compromisso. Confesso, o tom
é diferente quando falo dele.
E continua vivo; e continua enamorado
de minha mãe; e ao filho, digamos,
amou-o bem mais que a si mesmo.
Quando vou vê-lo,
recomenda-me que dela cuide, que é minha mãe,
e quanto a ele não me esqueça de levar-lhe
as flores dos mortos, que os mortos
honram-se com flores. Quantas vezes
mo vem dizendo:
não te esqueças,
seja em vida ou na morte, daquele
dever sagrado, o quarto mandamento.

(Trad. A.M.)

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31.5.19

Carmelo Guillén Acosta (Aprendendo a amar)




APRENDIENDO A QUERER




Aprendiendo a querer me iré un día de estos,
y no vendré, lo sé, de los álamos, madre,
ni habrá pájaros, huerto, pozo blanco ni árbol
que me hagan volver, que me iré para siempre.
Por altos pensamientos me iré, de vuelo arriba
hasta donde me lleven estas alas de hombre.
Todo será sencillo, ni un poema siquiera,
ni una flor que arrojarme, ni nadie a despedirme,
tan sólo los amigos notarán que les falto.
Y cuando esto suceda, ni yo mismo sabré
que me he ido, estará mi vida como ahora,
con esta sensación del que empieza otra vez
e intenta no caer en los mismos errores.

Carmelo Guillén Acosta





Aprendendo a amar hei-de ir-me
um dia destes, e bem sei, minha mãe,
que não voltarei lá dos álamos,
nem haverá pássaros, nem horto, nem poço,
nem árvore que me faça voltar,
que me irei para sempre.
Irei por altos pensamentos, voando acima
até onde me levem as asas de homem.
Tudo muito simples, nem um poema sequer,
uma flor que me atirem, ninguém a despedir-se,
só os amigos darão conta que lhes falto.
E quando isto se der, nem eu mesmo saberei
que me fui embora, minha vida estará como agora,
com esta sensação de quem começa de novo
e tenta não recair nos mesmos pecados.


(Trad. A.M.)



>>  Jornadas (anto-24p) / Poetas Andaluces (7p) / Fernando Sabido (7p) / Wikipedia

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