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7.8.25

Javier Gilabert (Como a amendoeira em flor)




Como el almendro en flor
me sigues deslumbrando.

Hay días que iluminas
todo a tu alrededor
con tu mera presencia.

Y sigue sucediendo
tanto tiempo después:
la misma luz. Tan tuya.

Los almendros en flor.
Tu presencia en la casa.
 

Javier Gilabert



Como a amendoeira em flor
continuas a deslumbrar-me.

Dias em que iluminas
tudo em teu redor
só com a tua presença.

E continua a acontecer
tanto tempo depois:
a mesma luz, tão tua.

A amendoeira em flor.
E tu em casa.


(Trad. A.M.)

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27.7.25

Javier Gilabert (Gramática do assombro)




GRAMÁTICA DEL ASOMBRO

 

 

I

El poema es el centro del lenguaje
y en su giro hay esquirlas de palabras
que se arrojan al tiempo por la fuerza
generada en “la voz” de la que brota. 

II

“El instante” es el centro del poema.
Se amplifica en sus versos y se expande
revelando ante el hombre su secreto,
como briznas de lluvia en el cristal.

            III

El asombro es la carne del instante,
y arraigan sus cimientos en “la luz”,
material con que el verso se construye,
el aire el armazón que lo sostiene.

            IV

Del asombro al asombro va “el poema”.
 

Javier Gilabert 

 

I

O poema é o centro da linguagem
e em seu giro há esquírolas de palavras
que se atiram ao tempo pela força
gerada na ‘voz’ de que brota. 

II

‘O instante’ é o centro do poema,
amplifica-se nos versos e expande-se
revelando ao homem seu segredo,
como brisas de chuva nos vidros. 

               III

O assombro é a carne do instante,
e seus cimentos radicam na ‘luz’,
material de que o verso se compõe,
o ar a armação que o sustenta. 

               IV

Do assombro ao assombro vai ‘o poema’.


(Trad. A.M.)



>>  Javier Gilabert (sit. pessoal) / Hector Castilla (10p) / Circulo de poesia (5p) / Zenda (5p) / Wikipedia

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