OUTONO
como a tantas outras árvores
ao diospireiro caem as folhas
ficam os ramos despidos
com os frutos pendentes
e redondos
pingando mel
Manuel Silva-Terra
OUTONO
como a tantas outras árvores
ao diospireiro caem as folhas
ficam os ramos despidos
com os frutos pendentes
e redondos
pingando mel
Manuel Silva-Terra
Há dias que sou seguido por um cão.
Ou foi ele que me escolheu como companhia?
Dei-lhe o nome de Tobias.
Na estrada e nas vilas por onde passamos
vou pedindo para os dois.
Assim a poesia.
Não fui eu que a escolhi.
Foi ela que me escolheu.
Cada novo dia deixo uma pegada no caminho
que a poeira do dia seguinte apagará.
E aumenta a minha saudade.
Manuel Silva-Terra
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PARAÍSO PERDIDO
Quando estás no deserto
vê as estrelas que estão
poisadas na linha do horizonte
Não precisas de levantar a cabeça
para olhá-las de frente
Manuel Silva-Terra
SOL DE OUTONO
declina maduro
gota a gota
cai levemente
inclina-se na tarde
junto dos ramos
perfumados das videiras
Manuel Silva-Terra
>> Sobre o lado esquerdo (6p) / Wikipedia