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28.8.26

Pensando na morte (CA-11)

 



PENSANDO NA MORTE

 

Livra-te, mãezinha,
de não estar
onde eu penso
que estarás

Sentada
à minha espera,
no banco ao pé da roseira

 

(A.M.)

.

29.9.25

Aurea mediocritas (CA-10)




AUREA MEDIOCRITAS
 

 

Bendita idade
em que a primeira tarefa do dia
é dormir uma sesta



(A.M.)

.

15.8.25

18.6.25

Auto-diálogo (CA-8)

 




AUTO-DIÁLOGO



Digo para mim mesmo:

- Ninguém te vai chorar, na morte…


E logo vem a resposta:

- Não me faz diferença nenhuma!



(A.M.)


21.3.23

Infância (CA-7)

 


INFÂNCIA


Uma mancha branca
no pano escuro da memória,
a infância.
Uma luzinha longe,
iluminando a distância.


(A.M.)

.


24.11.22

O tempo pode tudo (CA-6)




O tempo pode tudo
O tempo tudo pode
Pode tudo o tempo
Tudo pode o tempo
Pode, pode
Tudo, tudo


(A.M.)

.

8.1.22

À tua porta (CA-5)



(À TUA PORTA)



Já não acontece nada, agora,
nada mesmo,
a terra não treme,
os rios não param, 
nem a luz do sol sequer alumia,
quando digo o teu nome.
É noite,
morreste no meu coração.
E está bem assim.

(A.M.)

.

26.11.21

15.11.18

Videira (CA-3)





VIDEIRA



É o sangue da terra
que sobe no outono
às folhas da vide


(A.M.)

.

2.10.18

Montanha (CA-2)





MONTANHA



Não duna
que o vento desfaz
       Antes montanha


(A.M.)

.

10.9.18

Questão antiga (CA-1)





QUESTÃO ANTIGA



Quando me prende amor
porque me lembra a mor-
te?


(A.M.)

.