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1.1.19
20.1.16
António Reis (Não durmo ainda)
Não durmo ainda
Só na cama
o tempo
ainda é meu
como a palavra
Discretamente
me agito
no colchão
Não penso em Deus
na morte
Imprimo
Aqueço-me
Escuto
conservo a posição
A Elsa dorme
Só na cama
o tempo ainda é dela
como um fruto
António Reis
.
31.10.15
António Reis (É domingo hoje)
É domingo hoje
mas nós não saímos
é o único dia
que não repetimos
e que dura menos
Mas põe o teu rouge
que eu mudo a camisa
não como quem
de ilusão
precisa
Tomaremos chá
leremos um pouco
e iremos à varanda
absortos
António Reis
[António Reis]
.
8.7.12
António Reis (E as palavras)
E as palavras
o que são
de
quem
são
de livros
quotidianas
mudas
As palavras que
se erguemos os olhos
matizadas
ou livres
já no ar
pousam
e levantam
António Reis
.
16.6.09
António Reis (Eu não voo)
24.4.09
António Reis (Um espaço interior)
19.7.08
António Reis (Mudamos esta noite)

MUDAMOS ESTA NOITE
Mudamos esta noite
E como tu
eu penso no fogão a lenha
e nos colchões
onde levar as plantas
e como disfarçar os móveis velhos
Mudamos esta noite
e não sabíamos que os mortos ainda aqui viviam
e que os filhos dormem sempre
nos quartos onde nascem
Vai descendo tu
Eu só quero ouvir os meus passos
nas salas vazias
ANTÓNIO REIS
Poemas Quotidianos
Portugália (col. «Poetas de Hoje»)
Lisboa, 1967
.
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Mudamos esta noite
E como tu
eu penso no fogão a lenha
e nos colchões
onde levar as plantas
e como disfarçar os móveis velhos
Mudamos esta noite
e não sabíamos que os mortos ainda aqui viviam
e que os filhos dormem sempre
nos quartos onde nascem
Vai descendo tu
Eu só quero ouvir os meus passos
nas salas vazias
ANTÓNIO REIS
Poemas Quotidianos
Portugália (col. «Poetas de Hoje»)
Lisboa, 1967
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Fonte: António Reis
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24.5.08
António Reis (Depois das 7)
21.4.08
António Reis (Sei)

Sei
ao chegar a casa
qual de nós
voltou primeiro do emprego
.
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Tu
se o ar é fresco
.
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eu
se deixo de respirar
subitamente
.
ANTÓNIO REIS
- Novos Poemas Quotidianos,
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Consultar: Wikipedia
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