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6.3.26

Georgina Ramírez (Outubro)




OCTUBRE

 

Nunca hubo tanto vacío
en nuestras vidas
como este tiempo
de tu ausencia
Hemos sido desierto y sed
pero en tu orilla
siempre agua fresca
amparo
Una espalda
siempre fuiste
y sin ti
somos apenas
trozos de familia
espacios en blanco
que se llenan
de silencio


Georgina Ramírez

 


Nunca houve tanto vazio
nas nossas vidas
como neste tempo
da tua falta
Temos sido deserto e sede
mas na tua margem
sempre amparo
e água fresca
Umas costas
foste-nos sempre
e sem ti
somos apenas
bocados de família
espaços em branco
cheios de silêncio.


(Trad. A.M.)



OCTUBRE

 

Nunca hubo tanto vacío
en nuestras vidas
como este tiempo
de tu ausencia
Hemos sido desierto y sed
pero en tu orilla
siempre agua fresca
amparo
Una espalda
siempre fuiste
y sin ti
somos apenas
trozos de familia
espacios en blanco
que se llenan
de silencio


Georgina Ramírez

 


Nunca houve tanto vazio
nas nossas vidas
como neste tempo
da tua falta
Temos sido deserto e sede
mas na tua margem
sempre amparo
e água fresca
Umas costas
foste-nos sempre
e sem ti
somos apenas
bocados de família
espaços em branco
cheios de silêncio.


(Trad. A.M.)



OCTUBRE

 

Nunca hubo tanto vacío
en nuestras vidas
como este tiempo
de tu ausencia
Hemos sido desierto y sed
pero en tu orilla
siempre agua fresca
amparo
Una espalda
siempre fuiste
y sin ti
somos apenas
trozos de familia
espacios en blanco
que se llenan
de silencio


Georgina Ramírez

 


Nunca houve tanto vazio
nas nossas vidas
como neste tempo
da tua falta
Temos sido deserto e sede
mas na tua margem
sempre amparo
e água fresca
Umas costas
foste-nos sempre
e sem ti
somos apenas
bocados de família
espaços em branco
cheios de silêncio.


(Trad. A.M.)

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22.2.25

Georgina Ramírez (Os vícios de minha mãe)

 



LOS VICIOS DE MI MADRE

 

Mi madre lleva una sonrisa
cosida en la boca
la cuelga en el armario
cuando todos duermen
la lava en silencio
con todo el llanto que esconde
debajo de la almohada
y muerde con sus dientes falsos
cada fantasma que pare la noche
Siempre es de día en mi casa
porque mi madre
se traga toda la oscuridad
para arrancarnos el dolor
y enterrarlo debajo de su falda


Georgina Ramírez

 


Minha mãe tem um sorriso
cosido nos lábios
pendura-o no armário
quando todos dormem
lava-o em silêncio
com as lágrimas que esconde
por baixo da almofada
e morde com os dentes falsos
os fantasmas paridos pela noite
É sempre de dia em minha casa
porque minha mãe
come o escuro todo
para nos arrancar a dor
e a enterrar por baixo da saia


(Trad. A.M.)

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2.2.25

Georgina Ramírez (A modo de arte poética)




A MODO DE ARTE POÉTICA

 

 

No me gusta nombrar

la flor en el poema

me empalaga su aroma

de amor recién hecho

 

Ustedes quédense con las rosas

poetas

 

A mí

déjenme la espina

el olor a sangre

la herida.


Georgina Ramírez


No poema não gosto
de nomear a flor
enjoa-me o aroma
do amor de fresco

Ficai vós com as rosas
poetas

A mim
deixai-me o espinho
o cheiro a sangue
a ferida


(Trad. A.M.)



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