11.9.26

Martín López-Vega (Campos da Hungria)




CAMPOS DA HUNGRIA

 

 

O comboio atravessava a lenta calma

dos nevados campos da Hungria, 

deixando para trás casas, vales, cemitérios,

e na minha frente uma formosa jovem ia lendo

e cantarolava uma misteriosa melodia.

Eu lia

esse poema de Gyula Juhász intitulado

“Anna örök”, Eterna Ana. E foi então que se uniram

naquele comboio as minhas recordações e as minhas ânsias,

atravessando os nevados campos da Hungria.

 

E hoje voltou a mim aquele momento

e não sei porquê, não sei.



Martín López-Vega

 

(Trad. Ruy Ventura)


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