CAMPOS
DA HUNGRIA
O comboio atravessava
a lenta calma
dos nevados campos da
Hungria,
deixando para trás
casas, vales, cemitérios,
e na minha frente uma
formosa jovem ia lendo
e cantarolava uma
misteriosa melodia.
Eu lia
esse poema de Gyula Juhász
intitulado
“Anna örök”, Eterna
Ana. E foi então que se uniram
naquele comboio as
minhas recordações e as minhas ânsias,
atravessando os
nevados campos da Hungria.
E hoje voltou a mim
aquele momento
e não sei porquê, não
sei.
Martín López-Vega
(Trad. Ruy Ventura)
.

