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16.5.08

José António Almeida (Neptuno)







NEPTUNO





À entrada deixa-se a roupa num cabide.
depois avança-se por um corredor estreito,
com uma toalha à volta da cintura,
até à sala de estar do deus dos mares,
onde entre nuvens de vapor cada um sonha
sozinho ou com a ajuda de um companheiro.





JOSÉ ANTÓNIO ALMEIDA
O Rei de Sodoma
(Lisboa, Presença, 1993)





Antes, aqui: As Iris


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2.6.06

José António Almeida (As íris)





AS IRIS




Os corpos gémeos, peito a peito, num abraço
estreitámos a noite inteira sobre a cama:
no dia seguinte de manhã é que observei
que ele tinha os olhos cada um de sua cor.



JOSÉ ANTÓNIO ALMEIDA
O Rei de Sodoma
Lisboa, Presença
(1993)


Outro poema: A vila de Cuba em verso livre

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