Mostrar mensagens com a etiqueta Charles Baudelaire. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Charles Baudelaire. Mostrar todas as mensagens

19.8.09

Charles Baudelaire (Sonhos)









(Sonhos, sempre sonhos...)





Existe um país soberbo, um país de Cocanha...

Sonhos! Sempre sonhos!

E quanto mais a alma é ambiciosa e delicada, mais os sonhos a afastam do possível.

Cada homem traz consigo a sua dose de ópio natural, incessantemente segregada e renovada, e, do nascimento até à morte, quantas horas contamos preenchidas pelo prazer positivo, pela acção realizada e decidida?



- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, XVIII (Convite à viagem).


.


9.8.09

Charles Baudelaire (Vamos lá)















(Vamos lá...)










Vamos lá comer essa sopa, seu idiota, mercador de nuvens.



- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, XLIV.

.

.

3.8.09

Charles Baudelaire (Morrer lentamente)










(Morrer lentamente...)





Há mulheres que inspiram o desejo de as vencer e possuir; mas esta dá vontade de morrer lentamente sob os seus olhos.





- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, XXXVI.


.


17.7.09

Charles Baudelaire (Embriagai-vos)









(Embriagai-vos...)







É preciso estar sempre bêbado.

Tudo bate aí: eis a questão.

Para não sentirdes o horrível fardo do tempo que vos esmaga os ombros e vos inclina para terra, tendes que embriagar-vos sem parar.

Mas de quê?

De vinho, de poesia ou de virtude, à vontade.

Mas embriagai-vos.




- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, XXXIII.


.


7.7.09

Charles Baudelaire (Deixa-me respirar)








(Deixa-me respirar...)





Deixa-me respirar longamente, longamente, o cheiro dos teus cabelos, mergulhar neles o meu rosto inteiro, como um homem sedento na água de uma fonte, e agitá-los com a minha mão como um lenço cheiroso, para sacudir lembranças no ar.


- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, XVII.




28.6.09

Charles Baudelaire (E para quê?)








(E para quê?...)





E para quê realizar projectos, se o projecto é já um prazer suficiente?



- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, XXIV.




10.6.09

Charles Baudelaire (Que importa?)









(Que importa?...)






Estas brincadeiras nervosas não estão isentas de perigo, e podem muitas vezes pagar-se caro.

Mas que importa a eternidade da danação a quem encontrou num segundo o infinito do prazer?


- CHARLES BAUDELAIRE, O spleen de Paris, IX (O mau vidraceiro).


.