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25.10.26

Antonio Hernández (Testamento)




TESTAMENTO

 

Que no me coma la envidia,
la peor enfermedad;
que no sepa de venganza
ni aun cumpliéndose en justicia;
que guardián no sea el odio
de una apagada alegría;
que el rencor no me empobrezca
a la hora del balance.
Y que todo sea así
no para ganarme el Cielo
sino por que vuele en paz
mi ceniza en el olvido.

Antonio Hernández

 

Que não me roa a inveja,
a pior das maleitas;
que não saiba de vinganças
nem com pretexto de justiça;
que guardião não seja o ódio
de uma extinta alegria;
que o rancor não me tolha
no momento do balanço.
E que tudo assim seja
não para ganhar o Céu
mas só pra que voe em paz
minha cinza no esquecimento.


(Trad. A.M.)

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1.10.26

Antonio Hernández (Espiritual negro)




NEGRO ESPIRITUAL

 

Nunca fabricaron nada.
No inventaron nunca nada.
Nunca descubrieron nada
salvo el ala de la nada.
Y dio un paso atrás la muerte.

Antonio Hernández

  

Nunca fabricaram nada.
Não inventaram nunca nada.
Nunca descobriram nada,
salvo a asa do nada.
E a morte deu um passo atrás.


(Trad. A.M.)

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15.9.26

Antonio Hernández (O passado é a marca)




El pasado es la constancia
de nuestro asombro,
el hueco de amor que deja
la experiencia en nuestro pecho.

(Sólo la infancia no tiene memoria
porque nada brilló antes que ella.)

Mi pasado es el saldo de lo nítido:
un aroma, un amor, una luna
sin cautela,
el viejo enigma en que amaneceré.

Antonio Hernández

  

O passado é a marca
do nosso assombro,
o vazio de amor que a experiência
nos deixa dentro do peito.

(Só a infância não tem memória
porque nada brilhou antes dela)

Meu passado é o saldo do nítido,
um aroma, um amor, uma lua
sem cuidado,
o velho enigma em que hei-de amanhecer.


(Trad. A.M.)


>>  Poesia universal (25p) / Zenda (5p) / Lit. española (recensão)

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