13.6.26

José García Alonso (Novembro)



NOVEMBRO
 

Novembro, esse mês em que todas
as horas entraram na oficina
para serem reparadas sem pressa. 

Novembro, essa mestra que aponta
como o dedo para a janela e diz-nos:
condensação. 

Novembro: uma nuvem sacudiu
sobre o vidro suas gotas transparentes. 

Novembro, esse corpo que está morto
e cada ano ressuscita e surpreende-nos. 

Não aprendemos com a natureza.
Tocamos o seu prodígio e olvidamos
a obrigação de passar inadvertidos.

José García Alonso

(Trad. A.M.)

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