19.10.26

Francisco Duarte Mangas (Que procuro)




que procuro no maio reescrito
cerejas, manhã de ervas
húmidas pelos rios de basto
rio paizela, lírios no fim do açude
aí entre os lírios o pai
longe da servidão da velhice iludia
as trutas: o silvo do fio retesado, a frágil
cana-da-índia vergada e trémula
como vara de vedor.
eu atapetava de hortelã o cesto de vime
morte de peixes do rio cheira bem.
 

Francisco Duarte Mangas


.