Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

30.6.07

Casimiro de Brito (Não escolho nada)

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NÃO ESCOLHO NADA DEIXO-ME VESTIR Não escolho nada deixo-me vestir Pela música discreta que tacteia Meu corpo em sua breve caminhada. Não des...
28.6.07

Um verso (35)

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Um verso de Amadeu Baptista (nihil humanum a me alienum puto): Tudo o que é humano me atinge, porque tudo o que é humano é divino. . .

Aquilino Ribeiro (O Inverno à porta)

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(O Inverno à porta…) Vinha lá o Inverno - ouvia-se zoar muito a ribeira, e a Serra da Estrela mostrava desde a antevéspera os corutos emaçar...
25.6.07

Julio Cortázar (Bolero)

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. . . . BOLERO Que vaidade imaginar que posso dar-te tudo, amor e fortuna, itinerários, música, brinquedos. É verdade que sim: dou-te tudo q...
21.6.07

Carlos Drummond de Andrade (Amor é bicho instruído)

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AMOR É BICHO INSTRUÍDO Amor é bicho instruído Olha: o amor pulou o muro o amor subiu na árvore em tempo de se estrepar. Pronto, o amor se es...

Jorge de Sena (Dizia uma vez Aquilino)

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DIZIA UMA VEZ AQUILINO... Dizia uma vez Aquilino que em Portugal os filósofos se exilavam ainda em seu país (v.g. Spinoza). O cu...
17.6.07

Olhar (6)

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Paúl de Arzila . .

Fernão Lopes (Começou de a amar de vontade)

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( Como se o Iffante Dom Joham namorou de Dona Maria, irmã da Rainha, e como casou com ella escomdidamente… ) O Iffante que a vija a meude, s...
14.6.07

Manoel de Barros (A namorada)

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A NAMORADA Havia um muro alto entre nossas casas. Difícil de mandar recado para ela. Não havia e-mail . O pai era uma onça. A gente amarrava...
11.6.07

Um verso (34)

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Um verso de Miguel Hernández (ilustrando a palavra ‘páramo’): Nunca medraram os bois nos páramos da Espanha. . . .

Ruy Belo (Peregrino e hóspede)

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País - 1 (Jorge de Sena) País - 2 (A. O'Neill) País - 3 (Jorge de Sena) País - 4 (A. O'Neill) País -5 (Ruy Belo) ...
7.6.07

Adélia Prado (Briga no beco)

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. BRIGA NO BECO Encontrei meu marido às três horas da tarde com uma loura oxidada. Tomavam guaraná e riam, os desavergonhados. Ataquei-os p...
2.6.07

Jaime Sabines (Dóis-me)

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ME DUELES Me dueles. Mansamente, insoportablemente, me dueles. Toma mi cabeza, córtame el cuello. Nada quede de mí después de este amor. Ent...
30.5.07

Olhar (5)

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. . . . Ereira (Campos do Mondego) .
28.5.07

Fernão Lopes (Juras de foder)

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(Juras de foder…) … Com condiçom prometida e jurada per elRei (…) que do dia que lhe fosse entregue ataa sete meses, nom ouvesse co...

Hilda Hilst (E por que haverias...)

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E PORQUE HAVERIAS DE QUERER... E por que haverias de querer minha alma na tua cama? Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas, obscenas, ...
25.5.07

Fernando Pessoa (Variações sobre um corpo)

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VARIAÇÕES SOBRE UM CORPO Dá a surpresa de ser. É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro. Seus seios altos ...
23.5.07

Pedro Mexia (Todos contra todos)

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TODOS CONTRA TODOS A infância é uma arena de jogos e todos, rotativamente, éramos adversários as regras fixas, o propósito curto, a disposiç...

Paul Valéry (Amador da escrita)

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Não gosto da profissão literária, desagrada-me. Gostaria de ser, enquanto escritor, apenas um amador, mas mais sábio, mais exigente e mais p...
21.5.07

Um verso (34)

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Um verso de Cesário (e quem confessa não merece castigo): Eu hoje estou cruel, frenético, exigente. .
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