Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

31.7.14

Luis García Montero (A nossa noite)

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NUESTRA NOCHE Quisiera perseguir algún poema que hablase de mis noches, nuestra noche, la misma noche cálida de rostros conocido...
30.7.14

Raúl Sánchez (Recheio)

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RELLENO No me sirven de nada, son susurros, vacío formulario, paja, sílabas contadas de manera rutinaria igual que lo hace un tr...
29.7.14

Rosa Alice Branco (Seu a seu dono)

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SEU A SEU DONO A pele espera nas coisas a carícia do uso como o cão anseia pelo dono. O bordo do corpo, os dentes do garfo. Usu...
28.7.14

Piedad Bonnett (Contabilidade)

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CONTABILIDAD El debe y el haber doble columna que el tiempo va asentando sobre el libro de cuentas de los días con mano minuc...
27.7.14

Raul Brandão (Caminha)

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Caminha esta manhã é um sonho doirado que – tenho medo – se vai esvair na atmosfera. O rio azul, o grande monte fronteiriço, a á...

Pedro Andreu (Vivalgia)

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VIVALGIA Vivir a medias o del todo, de lado, del revés o bocabajo. Vivir despacio, deprisa, sin aliento. Vivir en falso o a pec...
26.7.14

Ricardo Silvestrin (Nada garante)

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Nada garante que esta noite se apague no claro do dia só porque um dia antes era assim que acontecia. Dorme teu sono, acorda disso...
25.7.14

Pedro A. González Moreno (Chove sobre a noite)

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(24) Llueve sobre la noche y sobre el mundo, pero no lava el agua los recuerdos. Aúllan erráticas metáforas que buscan encarnarse ...
24.7.14

Raul Brandão (Momentos)

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A vida passa e um momento da vida não passa mais – transforma-se. E a aproximação da morte reveste-o de outra cor. Por isso ago...

Raquel Lanseros (Invocação)

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INVOCACIÓN Que no crezca jamás en mis entrañas esa calma aparente llamada escepticismo. Huya yo del resabio, del cinismo, de ...
23.7.14

Pedro da Silveira (Quatro motivos da Fajã Grande-1)

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QUATRO MOTIVOS DA FAJÃ GRANDE (I) Em frente, mar. Para trás rochas a pique vedam todos os caminhos. Vem o Inverno Vem o Ve...
22.7.14

Paco Moral (Constatações)

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CONSTATACIONES 1 Es mentira que el tiempo ponga a nadie en su sitio. Como mucho otorga espacio y alma a quien no los merece. Es...
21.7.14

Pablo Neruda (Se me esqueceres)

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SI TU ME OLVIDAS Quiero que sepas una cosa. Tú sabes cómo es esto: si miro la luna de cristal, la rama roja del lento otoño ...
20.7.14

Manuel Bandeira (Testamento)

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TESTAMENTO O que não tenho e desejo É que melhor me enriquece. Tive uns dinheiros – perdi-os... Tive amores – esqueci-os. Mas...
19.7.14

Nicanor Parra (Mulheres)

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MUJERES La mujer imposible, La mujer de dos metros de estatura, La señora de mármol de Carrara Que no fuma ni bebe, La mujer ...
18.7.14

Raul Brandão (Saudade, ternura)

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O que revivo mais profundamente? Revivo a expressão de uns olhos húmidos que me seguiam sempre, e compreendo que toda esta cor e e...

Sílvia Nieva (Os abutres)

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LOS BUITRES Esta es la primera página, la espontánea, la que no pensé. No respondo por ella. Es el muro blanco de la infancia...
17.7.14

Paulo Leminski (O que passou, passou)

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O QUE PASSOU, PASSOU? Antigamente, se morria. 1907, digamos, aquilo sim é que era morrer. Morria gente todo dia, e morria com ...
16.7.14

Miriam Reyes (Meu pai doente de sonhos)

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Mi padre enfermo de sueños en el asfalto incandescente de cien mil mediodías caminados bajo el sol en vertical perdió sus pies y ...
15.7.14

Raul Brandão (Até as coisas)

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É que tudo, até as coisas, num dado momento, foram para mim seres de uma vida extraordinária; um ser esplêndido, o rio, a que me e...
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