Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)
30.9.13
Herberto Helder (A escrever aprende-se o que somos)
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Cada texto possui o seu natural movimento interior. Há uma escrita que corresponde ao ritmo brusco, obsessivo, repetitivo, suspenso,...
Roberto Bolaño (Lê os velhos poetas)
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Lee a los viejos poetas, hijo mío y no te arrepentirás Entre las telarañas y las maderas podridas de barcos varados en el Purgatori...
29.9.13
Manuel Bandeira (Brisa)
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BRISA Vamos viver no Nordeste, Anarina. Deixarei aqui meus amigos, meus livros, minhas riquezas, minha vergonha. Deixarás aqui tu...
28.9.13
Ernesto Pérez Vallejo (Vou mentir)
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Vou mentir, odiar, drogar-me, buscar-me para encontrar-me e tornar a perder-me, rir, chorar, amaldiçoar-te, mas sobretudo esquece...
27.9.13
Nuno Camarneiro (Somos todos uns sentimentais)
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Somos todos uns sentimentais e por isso demoramos no que nos dói. Temos o choro fácil que dá ou não dá em lágrimas, guardamos as dor...
Piedad Bonnett (Labirinto)
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LABERINTO Condenada a ser sombra de tu sombra, a soñar con tu nombre en cada madrugada. Por la ventana abierta un olor errabundo ...
26.9.13
Cecília Meireles (Morro do que há no mundo)
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Morro do que há no mundo: do que vi, do que ouvi. Morro do que vivi. Morro comigo, apenas: com lembranças amadas, porém desespera...
25.9.13
Pepe Ramos (Declaração do pagafantas)
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DECLARACIÓN DEL PAGAFANTAS (*) Voy a quererte por amor al arte de quererte. Voy a quererte a fondo perdido, en vano, en balde,...
24.9.13
Jaime Sabines (Espero curar-me de ti-2)
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Espero curar-me de ti em alguns dias, tenho de deixar de fumar-te, de beber, de te pensar. Pode ser, seguindo as prescrições da mor...
23.9.13
Affonso Romano de Sant'Anna (Amar a morte)
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AMAR A MORTE Amar de peito aberto a morte. Não de esguelha, de frente. Amar a morte, digamos, despudoradamente. Amá-la...
22.9.13
Javier Salvago (Essa miúda)
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ESA CHICA Había renunciado, como un muerto, a la vida, al placer. Me limitaba a resistir —como un superviviente el día después—...
21.9.13
Herberto Helder (A água cai em cordões)
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A água cai em cordões verticais e vivos, cantando. Cria-se uma nova, ou muito velha, espécie de solidão em que o súbito gosto da pur...
Francisco Urondo (Não me posso queixar)
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NO PUEDO QUEJARME Estoy con pocos amigos y los que hay suelen estar lejos y me ha quedado un regusto que tengo al alcance de la ...
20.9.13
Jorge de Sena (Glosa à chegada do Outono)
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GLOSA À CHEGADA DO OUTONO O corpo não espera. Não. Por nós ou pelo amor. Este pousar de mãos, tão reticente e que interroga a sós...
19.9.13
Mário de Carvalho (Imperialmente pago)
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Um dia, leitor, hei-de contar as ânsias e tormentos com que se vai martelando esta artesania da escrita, em que ainda sobrevive a mão do...
Pedro Casariego (Nossas palavras)
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Nuestras palabras nos impiden hablar. Parecía imposible. Nuestras propias palabras. "En cierto sentido todas las vidas son u...
18.9.13
Ana Luísa Amaral (Testamento)
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TESTAMENTO Vou partir de avião E o medo das alturas misturado comigo Faz-me tomar calmantes E ter sonhos confusos Se eu morre...
17.9.13
Paco Moral (Suave chega a noite)
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SUAVE VIENE LA NOCHE Suavemente la noche se te acerca, como el pulso del mundo se parece a tus labios. Suave viene la noche, c...
16.9.13
Pedro Andreu (Perder-me-ei devagar)
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Me perderé despacio en tus rincones, en el preciso hoyuelo de tu risa, en las comisuras de tus ojos —perdón, quise decir tu boca. ...
15.9.13
Raymond Carver (Naturalmente)
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NATURALLY A break in the clouds. The solid profile of the Blue Mountains that cut the horizon. The muted yellow of the stubble....
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