Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

2.7.11

Rui Knopfli (Metafísica)

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METAFÍSICA No limiar da consciência um deus espreita. É impalpável e frio e não é omnipotente ou omnipresente. Espreita e facil...

Eloy Sánchez Rosillo (Ao longe)

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AO LONGE Uma menina – que longe – sorri-me. E olha-me, daí. Infância de minha mãe. Velha fotografia.   ELOY SANCHÉZ ROSILLO Eleg...
1.7.11

David González (As mãos)

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LAS MANOS las manos me decían mis padres antes de sentarme a la mesa a comer lávate bien las manos no alcanzaban a compr...
30.6.11

Paulo Leminski (Tão alta a torre)

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tão alta a torre até seu tombo virou lenda Paulo Leminski .
29.6.11

Angel González (São as gaivotas)

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Son las gaviotas, amor. Las lentas, altas gaviotas. Mar de invierno. El agua gris mancha de frío las rocas. Tus piernas, tus dulce...
28.6.11

José Alberto Oliveira (Beatitude)

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BEATITUDE Assim, bento de ignorância e desleixo, deslizo pelo cano dos dias — projectos? — todos grandes e muitos, certo de que...

Ana Pérez Cañamares (As pedras)

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LAS PIEDRAS Durante las vacaciones recogemos las piedras que el mar nos regala. Son las piedras con las que luego, en el invier...
27.6.11

Olhar (98)

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Serra do Alvão .

Pura López Cortés (Solilóquio)

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SOLILOQUIO La mano en la mejilla, la mirada profunda tras las negras ojeras, el bigote enmarcando tu sonrisa serena, la paz de ...
26.6.11

Mario Quintana (Das utopias)

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DAS UTOPIAS Se as coisas são inatingíveis... ora! não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a mágic...

Javier Almuzara (Aqui jaz um homem)

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Yace aquí un hombre que nunca se cansó de no hacer nada. No lloréis por su muerte, no ha cambiado de vida.   Javier Alm...
25.6.11

Manuel de Freitas (Praça das Flores n.º 5)

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PRAÇA DAS FLORES N.º 5 Tarde chuvosa de Verão a redimir o luminoso e opressivo cansaço de Lisboa. Abrigo-me numa taberna agora so...
24.6.11

Irene Sánchez Carrón (No fim)

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AL FINAL Que pocas cosas duelen. Digamos, por ejemplo, que se puede no amar de repente y no duele. Duele el amor si pasa hirvie...
23.6.11

Maria do Rosário Pedreira (Se partires)

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SE PARTIRES, NÃO ME ABRACES Se partires, não me abraces - a falésia que se encosta uma vez ao ombro do mar quer ser barco para se...
22.6.11

José Emilio Pacheco (Miss Universo vista pela mosca)

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LA MOSCA JUZGA A MISS UNIVERSO Qué repugnantes los humanos. Qué maldición tener que compartir el aire nuestro con ellos. Y lo m...
21.6.11

Bertolt Brecht (Aos que vão nascer)

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AOS QUE VÃO NASCER    I É verdade, eu vivo em tempos negros. Palavra inocente é tolice. Uma testa sem rugas Indica insensibilid...

Amalia Bautista (Dream a little dream of me)

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DREAM A LITTLE DREAM OF ME Invítame a tu sueño, déjame compartir esa película donde el tiempo es deforme y el deseo se cumple. S...
20.6.11

Nuno Júdice (Projecto)

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PROJECTO Desta vez vou escrever-te um poema que vai ser um poema de amor, mas que não é apenas um poema de amor. O amor, com efe...

Javier Almuzara (Auto-exploração)

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AUTOEXPLORACIÓN Me pregunto quién soy ante el espejo tan familiar y extraño de mi nombre. Recuerdo al niño y adivino al viejo qu...
19.6.11

Manuel António Pina (Lugares da infância)

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Lugares da infância onde sem palavras e sem memória alguém, talvez eu, brincou já lá não estão nem lá estou. Onde? Diante de que ...
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