Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

4.4.11

Olhar (95)

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Eugénio de Andrade (Paisagem)

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PAISAGEM A névoa que desde manhã fechava as portas todas ao rio foi-se embora. A luz é fria: esta é agora a minha terra, o outono. ...
3.4.11

Miguel d'Ors (Coisas que não suporto num poema)

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COSAS QUE NO SOPORTO EN UN POEMA Que suceda en Lisboa. Que se proponga ser original. Que hable de los dorados cuerpos de los etcéter...

Armando Silva Carvalho (A chave inglesa)

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A CHAVE INGLESA Era um corpo inteiramente português. Transido de ternura o óleo das suas mãos protegia-me o coração. Não s...
2.4.11

Alda Merini (A verdade é sempre essa)

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La verità è sempre quella, la cattiveria degli uomini che ti abbassa e ti costruisce un santuario di odio dietro la porta socchiusa...

Mario Benedetti (Vocês e nós)

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USTEDES Y NOSOTROS Ustedes cuando aman exigen bienestar una cama de cedro y un colchón especial nosotros cuando amamos es fácil de...
1.4.11

Fernando Assis Pacheco (Mas agora que vai descer)

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MAS AGORA QUE VAI DESCER   A NOITE NA MINHA VIDA Triste de mim mais triste que a tristeza triste como a mão que segura o copo co...

Adélia Prado (Pranto para comover Jonathan)

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PRANTO PARA COMOVER JONATHAN Os diamantes são indestrutíveis? Mais é meu amor. O mar é imenso? Meu amor é maior, mais belo sem...
31.3.11

Luis Alberto de Cuenca (A tua musa)

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TU  MUSA  Convéncete primero de que le caes simpático, de que lo pasa bien cuando sale contigo. Llévala a casa luego, sírvele un par ...

Ver (69)

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(Lagos) [S. T.] .
30.3.11

W. C. Williams (Se não nos levar)

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Se não nos levar para além da morte, para além dos dias de chuva, para além mesmo de suas remotas fronteiras, a poesia é inútil. W. C...

Juan Luis Panero (Luis Cernuda)

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LUIS CERNUDA En Madrid, donde me dieron la noticia de tu muerte, Sevilla, años después, en una extraña primavera, en Londres, r...
29.3.11

Um verso (93)

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Um verso de Maria do Rosário Pedreira: O sol adormece nos telhados ao domingo .

Sophia de Mello Breyner Andresen (Barcos)

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BARCOS   Dormem na praia os barcos pescadores Imóveis mas abrindo Seus olhos de estátua E a curva do seu bico Rói a solidão. S...
28.3.11

Josefa Parra (Alcova cerrada)

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ALCOBA CERRADA Por detrás de la puerta, guardado por cerrojos de silencio y de agua, esperando, desnudo, tu cuerpo. Tibiamente, ...

Paulo Leminski (O pauloleminski)

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o pauloleminski é um cachorro louco que deve ser morto a pau a pedra a fogo a pique senão é bem capaz o filhodaputa de fazer cho...
27.3.11

Mario Quintana (Por favor, não me analise)

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Por favor, não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda, Quanto mais eu… Ciumento...

José Luis Piquero (Canção)

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CANCIÓN La quise sin querer, sin elegir, contra mí mismo, y ahora que se ha ido saber que está en el mundo no me deja dormir. ...
26.3.11

Luís de Camões (Transforma-se o amador)

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Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar; Não tenho logo mais que desejar, Pois em mim tenho a parte dese...

Manuel de Freitas (Tema sem variações)

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TEMA SEM VARIAÇÕES Sempre soubeste: a morte Sempre sentiste: a morte. As tabernas, fechadas, eram apenas uma espécie de refrã...
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