Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)
2.6.09
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Manoel de Barros (Mundo pequeno)
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MUNDO PEQUENO (VI) Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas. Comuniquei ao...
Mário-Henrique Leiria (Educação cívica)
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EDUCAÇÃO CÍVICA Faz-se de tudo o abano da anca o olho sorridente o rebolado perante o presidente da república faz-se o bailado e a pirueta p...
1.6.09
Manuel de Freitas (Heiliger tod)
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HEILIGER TOD Não é uma fotografia artística. Se fosse, não falaria dela. Estou ao lado do meu avô, pareço feliz e ele também, encostados a s...
Jaime Gil de Biedma (Manhã de ontem, de hoje)
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MAÑANA DE AYER, DE HOY Es la lluvia sobre el mar. En la abierta ventana, contemplándola, descansas la sien en el cristal. Imagen de unos seg...
28.5.09
Adolfo Casais Monteiro (Eu falo das casas e dos homens)
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EU FALO DAS CASAS E DOS HOMENS Eu falo das casas e dos homens, dos vivos e dos mortos: do que passa e não volta nunca mais... Não me venham ...
24.5.09
Mário Cesariny (Homenagem a Cesário Verde)
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HOMENAGEM A CESÁRIO VERDE Aos pés do burro que olhava para o mar depois do bolo-rei comeram-se sardinhas com as sardinhas um pouco de goiaba...
José Carlos Ary dos Santos (A máquina fotográfica)
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A MÁQUINA FOTOGRÁFICA É na câmara escura dos teus olhos que se revela a água água imagem água nítida e fix...
22.5.09
Olhar (49)
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Serra da Freita (Arouca) . . .
Gonçalo M. Tavares (Os braços)
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OS BRAÇOS Como viver? Não há outra pergunta séria. Um velho com o braço direito partido folheia o jornal com a mão esquerda. Penso: assim se...
Mario Benedetti (Dos afectos)
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DOS AFECTOS Como fazer-te saber que há sempre tempo? Que temos que buscá-lo e dá-lo… Que ninguém estabelece normas, senão a ...
20.5.09
Jorge Luís Borges (Religio Medici)
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RELIGIO MEDICI, 1643 Defende-me, Senhor. (O vocativo não implica Ninguém. É só uma palavra deste exercício que o tédio lavra e que redijo na...
Um verso (54)
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Um verso de Paul Eluard (voilà): Fiz-te à medida da minha solidão (je t’ai faite à la taille de ma solitude) . .
Ferreira Gullar (Subversiva)
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SUBVERSIVA A poesia quando chega não respeita nada. Nem pai nem mãe. Quando ela chega de qualquer de seus abismos desconhece o Estado e a So...
18.5.09
Celso Emílio Ferreiro (Monólogo do velho trabalhador)
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MONÓLOGO DO VELLO TRABALLADOR Agora tomo o sol. Pero até agora traballei cincoenta anos sin sosego. Comín o pan suando día a día nun laboura...
16.5.09
Olhar (48)
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Doiro / Foz (by Nokia) . .
Nuno Júdice (Passeio no campo)
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PASSEIO NO CAMPO (variante) As vedações, os muros, as cercas que limitam os campos são mais visíveis no inverno. Para passar ...
Sophia de Mello Breyner Andresen (O velho abutre)
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O VELHO ABUTRE O velho abutre é sábio e alisa suas penas a podridão lhe agrada e seus discursos têm o dom de tornar as almas mais pequenas S...
14.5.09
Vicente Aleixandre (Mais além)
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MÁS ALLÁ Más allá de la vida, mi amor, más allá siempre, Ahora ligeros, únicos, sobre un lecho de estrellas, Poblamos a la noche sin límites...
Konstandinos Kavafis (Velas)
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VELAS Temos à frente os dias do futuro como uma fila de velas acesas – quentes e vivas e douradas velas. Ficam atrás os dias passados, filei...
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