Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)
29.11.08
Casimiro de Brito (Beijo-a no sono)
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Beijo-a no sono — beijo-a mentalmente não vá eu acordar a luz dos meus dias. Casimiro de Brito . .
José Luis García Martín (Elogio do olvido)
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ELOGIO DEL OLVIDO A qué grabar un nombre en las paredes, manchar con torpes trazos la blancura deslumbrante, impoluta, d...
27.11.08
Pedro Mexia (Código Civil)
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. CÓDIGO CIVIL Raparigas abraçadas ao Código Civil, serve para alguma coisa, o Código Civil, nunca imaginei, que bom ser Código Civil. PED...
Rabindranath Tagore (Flor de lótus)
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FLOR DE LÓTUS No dia em que a flor de lótus desabrochou A minha mente vagava, e eu não a percebi. Minha cesta estava vazia e a flor ficou es...
25.11.08
Olhar (37)
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Cesário Verde (Pro pudor)
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PRÓ PUDOR Todas as noites ela me cingia Nos braços, com brandura gasalhosa; Todas as noites eu adormecia, Sentindo-a desleixada e langorosa....
23.11.08
Vitorino Nemésio (As cidades dos Açores)
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(As cidades dos Açores…) As cidades dos Açores não foram urbes traçadas a rego de arado, nem empórios crescidos em embocaduras de rios fért...
Nuno Júdice (Poema)
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POEMA Em um novo poema sobre a morte, sem me ter ainda convencido de que, embora morto, algo permanecia no meu ser que partici- pava da Vida...
21.11.08
Ver (7)
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Um verso (47)
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Um verso de António Ramos Rosa: Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva [ Barcos-Flores ] . .
Vinicius de Moraes (Poética-I)
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POÉTICA (I) De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo. A oeste a...
18.11.08
Manuel Moya / Violeta (Lá fora)
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AHÍ AFUERA Te advierto que ahí afuera ladran perros, que un espejo mira helado tu cabeza. No abras las ventanas...
Ruy Belo (Um prato de sopa)
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UM PRATO DE SOPA Um prato de sopa um humilde prato de sopa comovo-me ao vê-lo no dia de festa e entro dentro da sopa e sou comido por mim pr...
16.11.08
Fernando Pessoa (Autopsicografia)
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AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que esc...
14.11.08
Antonio Machado (Todo pasa)
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Todo pasa y todo queda; pero lo nuestro es pasar, pasar haciendo caminos, caminos sobre la mar. Antonio Machado .
13.11.08
Cecília Meireles (Cântico II)
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CÂNTICO II Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens... Não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas...
Olhar (36)
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Campos de arroz . . Geria > Ançã . . (Coimbra > Cantanhede) . . . .
11.11.08
Raul Brandão (Este mundo)
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(Este mundo…) Este mundo em que vivemos é uma mentira monstruosa. È um mundo anticristão. Como é possível isto?! Como é possível que esta ge...
Casimiro de Brito (Cuidado)
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Cuidado. O amor é um pequeno animal desprevenido, uma teia que se desfia pouco a pouco. Guardo silêncio para que possam ouvi-lo desfazer-se....
9.11.08
Sophia de Mello Breyner Andresen (Meditação do Duque de Gandia)
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MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GANDIA SOBRE A MORTE DE ISABEL DE PORTUGAL Nunca mais a tua face será pura limpa e viva, nem ...
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