Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

25.11.08

Cesário Verde (Pro pudor)

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PRÓ PUDOR Todas as noites ela me cingia Nos braços, com brandura gasalhosa; Todas as noites eu adormecia, Sentindo-a desleixada e langorosa....
23.11.08

Vitorino Nemésio (As cidades dos Açores)

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(As cidades dos Açores…) As cidades dos Açores não foram urbes traçadas a rego de arado, nem empórios crescidos em embocaduras de rios fért...

Nuno Júdice (Poema)

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POEMA Em um novo poema sobre a morte, sem me ter ainda convencido de que, embora morto, algo permanecia no meu ser que partici- pava da Vida...
21.11.08

Ver (7)

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Um verso (47)

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Um verso de António Ramos Rosa: Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva [ Barcos-Flores ] . .

Vinicius de Moraes (Poética-I)

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POÉTICA (I) De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo. A oeste a...
18.11.08

Manuel Moya / Violeta (Lá fora)

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AHÍ AFUERA Te advierto que ahí afuera ladran perros, que un espejo mira helado tu cabeza. No abras las ventanas...

Ruy Belo (Um prato de sopa)

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UM PRATO DE SOPA Um prato de sopa um humilde prato de sopa comovo-me ao vê-lo no dia de festa e entro dentro da sopa e sou comido por mim pr...
16.11.08

Fernando Pessoa (Autopsicografia)

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AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que esc...
14.11.08

Antonio Machado (Todo pasa)

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Todo pasa y todo queda; pero lo nuestro es pasar, pasar haciendo caminos, caminos sobre la mar. Antonio Machado .
13.11.08

Cecília Meireles (Cântico II)

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CÂNTICO II Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens... Não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas...

Olhar (36)

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Campos de arroz . . Geria > Ançã . . (Coimbra > Cantanhede) . . . .
11.11.08

Raul Brandão (Este mundo)

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(Este mundo…) Este mundo em que vivemos é uma mentira monstruosa. È um mundo anticristão. Como é possível isto?! Como é possível que esta ge...

Casimiro de Brito (Cuidado)

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Cuidado. O amor é um pequeno animal desprevenido, uma teia que se desfia pouco a pouco. Guardo silêncio para que possam ouvi-lo desfazer-se....
9.11.08

Sophia de Mello Breyner Andresen (Meditação do Duque de Gandia)

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MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GANDIA SOBRE A MORTE DE ISABEL DE PORTUGAL Nunca mais a tua face será pura limpa e viva, nem ...
7.11.08

Livros

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Livros-1 (L.A.Cuenca) Livros-2 (E.Andrade) Livros-3 (M.Quintana) Livros-4 (A.Gide) Livros-5 (P.Neruda) Livros-6 (A.R.Rosa) Livros-7 (...
5.11.08

Ver (6)

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Pateira de Requeixo (Aveiro-sul) . . Minas de Carris (Gerês) . . Levadas (Montemuro) . . .

Nuno Júdice (Arte do poema)

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ARTE DO POEMA Eu pensava que escrever era uma escolha rigorosa de temas determinados, e mais - que a progressão no poema, sem confundir um t...
3.11.08

Luis Alberto de Cuenca (Hammurabi)

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HAMMURABI Las chicas como tú se ríen en las barbas del mismísimo Hammurabi. «Ojo por ojo y diente por diente» (lo hizo ...

Ferreira Gullar (Cantiga para não morrer)

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CANTIGA PARA NÃO MORRER Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina br...
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