Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

30.8.07

Pedro Mexia (In memoriam)

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IN MEMORIAM Em memória de quem os versos? Dos outros seria cristão mas mentira, de si mesmo era esforço demais para motivo assim pouco, memó...
27.8.07

Mário Cesariny (Todos por um)

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TODOS POR UM A manhã está tão triste que os poetas românticos de Lisboa morreram todos com certeza Santos Mártires e Heróis Que mau tempo es...
24.8.07

Konstandinos Kavafis (Quanto puderes)

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QUANTO PUDERES Mesmo que não possas fazer a vida como a queres, isto ao menos tenta quanto puderes: não a desbarates nos muitos contactos do...
22.8.07

Eugénio de Andrade (Arte dos versos)

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. . . . . ARTE DOS VERSOS Toda a ciência está aqui, na maneira como esta mulher dos arredores de Cantão, ou dos campos de Alpedr...
17.8.07

Olhar (10)

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. Vila Nova de Cerveira (Rio Minho) .

Jaime Sabines (De repente)

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. . . . . (A morte da mãe...) VII De repente, qué pocas palabras quedan: amor y muerte. Pájaros quemados aletean en las entrañas...
15.8.07

Casimiro de Brito (Do poema)

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DO POEMA O problema não é meter o mundo no poema; alimentá-lo de luz, planetas, vegetação. Nem tão pouco enriquecê-lo, ornament...
12.8.07

Maria Teresa Horta (Morrer de amor)

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( Graça Sarsfield ) Morrer de amor ao pé da tua boca Desfalecer à pele do sorriso Sufocar de prazer com o teu co...
8.8.07

Miguel Torga (Sol a pino)

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(Sol a pino...) O sol, a pino, lambia os bagos de alvaralhão, besuntava-se de melaço, escorria em calda pelas cepas abaixo. As lajes de xist...

Herberto Hélder (Se houvesse degraus...)

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. SE HOUVESSE DEGRAUS NA TERRA... Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu, eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia. No céu...
2.8.07

Mário Quintana (Poeminha sentimental)

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. . POEMINHA SENTIMENTAL O meu amor, o meu amor, Maria é como um fio telegráfico da estrada aonde vêm pousar as andorinhas… De vez em quando...
31.7.07

António Osório (A um mirto)

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A UM MIRTO Nascido antes de Cristo Uma vez mais floriu o velho e agora jovem mirto. . . . Junto ao poço as suas fundas raízes e o mesmo vivo...

Olhar (9)

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. Albergaria da Serra (Serra da Freita) .

Um verso (37)

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Um verso de Sena (e já não é o primeiro): A carne espera, incerta, mas tranquila. [ Corte-na-aldeia ] .
29.7.07

Pedro Mexia (Uma pequenina luz)

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. . . Luzinha-1 (Jorge de Sena)   Luzinha-2 (Assis Pacheco)   Luzinha-3 (Aquilino Ribeiro)   Luzinha-4 (Ped...
26.7.07

Ferreira Gullar (Filhos)

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FILHOS Daqui escutei quando eles chegaram rindo e correndo entraram na sala e logo invadiram também o escritório (onde eu trabalhava) num al...
24.7.07

Amalia Bautista (Negra bílis)

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NEGRA BILIS . . . . Hace meses que vivo rodeada de una sustancia negra y pegajosa que ha invadido mi casa. Las paredes, el suelo, las ventan...
22.7.07

Jaime Sabines (Se sobrevives...)

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SI SOBREVIVES, SI PERSISTES, CANTA, sueña, emborráchate. Es el tiempo del frío: ama, apresúrate. El viento de las horas barre las calles, lo...
18.7.07

Gabriel Celaya (Cuéntame cómo vives)

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CUÉNTAME CÓMO VIVES, CÓMO VAS MURIENDO Cuéntame cómo vives; dime sencillamente cómo pasan tus días, tus lentísimos odios, ...
16.7.07

Olhar (8)

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. . Nupi .
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