Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

30.10.06

Cristóvão de Aguiar (A alegria que me alaga o íntimo)

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A alegria que agora me alaga o íntimo por não ter ainda nesse tempo pousado a morte no limiar de ladrilho de nossa casa! Pouco ou nenhum sen...
29.10.06

Mario Benedetti (Coração couraça)

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CORAÇÃO COURAÇA Porque te tenho e não porque te penso porque a noite está de olhos abertos porque a noite passa e digo amor porque vieste re...
27.10.06

Edgar Morin (Estamos condenados ao paradoxo)

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Estamos condenados ao paradoxo de conservar em nós, simultaneamente, a consciência da vacuidade do nosso mundo e a da plenitude que nos pode...

Vinicius de Moraes (A brusca poesia...)

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A BRUSCA POESIA DA MULHER AMADA Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente... Eles foram vistos caminhando de ...
22.10.06

Fernando Assis Pacheco (Volta à amada em uma semana)

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VOLTA À AMADA EM UMA SEMANA No primeiro dia eu disse para mim mesmo que o amor era a casa da minha vida. No segundo dia as maravilhas do amo...
21.10.06

Alexandre O'Neill (O país relativo)

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País - 1 (Jorge de Sena) País - 2 (A. O'Neill) O PAÍS RELATIVO País por conhecer, por escrever, por ler... Paí...
18.10.06

Mário Rui de Oliveira (Logo atrás de ti)

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LOGO ATRÁS DE TI Esta dor não passa quando adormeço chora ao pé de mim irremediável alguém nos toca no ombro e damos por nós mais sozinhos o...
16.10.06

Pablo Neruda (Poema 20 - Podia escrever os versos mais tristes)

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POEMA 20 Puedo escribir los versos más tristes esta noche. Escribir, por ejemplo: «La noche está estrellada, y tiritan, azules,...
11.10.06

Um verso (21)

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Um verso de Al Berto (quem te manda a ti, sapateiro?...): “Cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado”. .

Cristóvão de Aguiar (Trazido no langor)

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Trazido no langor das conversas estendidas e ripadas no linhal dos serões, compridos e esbanjados de tempo — as noites espreguiçadas do Inve...
8.10.06

Carlos Drummond de Andrade (O seu santo nome)

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O SEU SANTO NOME Não facilite com a palavra amor. Não a jogue no espaço, bolha de sabão. Não se inebrie com o seu engalanado som. Não a empr...
7.10.06

Mário-Henrique Leiria (Noivado)

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NOIVADO Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura. - És tu Ernesto, meu amor? Não era. Era o Bernardo...
4.10.06

Fernando Assis Pacheco (Últimos desejos)

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Ú LTIMOS DESEJOS Quero voar como os anjos quero lavar os dentes com triflúor quero o Belinho sem o Oliveira quero cornear o duque de Kent qu...
2.10.06

Um verso (20)

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Um verso de Cernuda (Luis, medido à justa): “Porque o desejo é uma pergunta cuja resposta ninguém sabe”. Luis Cernuda .

Claribel Alegria (Creí pasar mi tiempo)

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CREÍ PASAR MI TIEMPO Creí pasar mi tiempo amando y siendo amada comienzo a darme cuenta que lo pasé despedazando mientras era a mi vez des p...
25.9.06

Cristóvão de Aguiar (Quase da altura da nossa igreja)

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Quase da altura da torre da nossa Igreja, a empena caiada de branco da casa do senhor Custódio Estrela - o Fralda Cagada por alcunha que lh...

Jaime Sabines (Eu não sei bem)

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YO NO LO SÉ DE CIERTO Yo no lo sé de cierto, pero supongo que una mujer y un hombre algún día se quieren, se van quedando solos poco a poco,...
22.9.06

Jorge de Sena (No país dos sacanas)

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NO PAÍS DOS SACANAS Que adianta dizer-se que é um país de sacanas? Todos o são, mesmo os melhores, às suas horas, e todos estão contentes de...
16.9.06

Um verso (19)

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Um verso de Vinicius (de Moraes, poeta e diplomata): “A infância é uma gaveta fechada, numa antiga cómoda de velhas magias”. . .

Herberto Hélder (O amor em visita)

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O AMOR EM VISITA Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra e seu arbusto de sangue. Com ela encantarei a noite. Dai-me uma folha viva ...
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