Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)
8.9.06
Carlos Drummond de Andrade (Amor)
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O que é o amor? O amor é assim: Hoje beija-se, amanhã não se beija, Depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será… Carl...
4.9.06
Cristóvão de Aguiar (Recado)
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(Recado) Às golfadas de magma que o vulcão da memória foi expelindo em dias e noites de tragédia e terramoto dei o nome de Vindima de Fogo ....
Eugénio de Andrade (Tenho o nome de uma flor)
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Tenho o nome de uma flor quando me chamas. Quando me tocas, nem eu sei se sou água, rapariga, ou algum pomar que atravessei Eugénio de Andra...
31.8.06
Fernando Assis Pacheco (Kleine nachtmusik)
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KLEINE NACHTMUSIK Enquanto a minha filha Ana estuda geometria descritiva para ver se tem mesmo bossa de arquitecta estou eu babando a barbil...
Sophia (São gostos)
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SÃO GOSTOS Que nenhuma estrela queime o teu perfil Que nenhum deus se lembre do teu nome Que nem o vento passe onde tu passas. Para ti eu cr...
28.8.06
Um verso (18)
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Um verso de Dámaso Alonso (com sequência, pode?): “O vento é um cão vadio (a lamber a noite imensa)”. . .
António Ramos Rosa (Uma voz na pedra)
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UMA VOZ NA PEDRA Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. Estou um pouco ébria e estou crescendo num...
22.8.06
Amalia Bautista (Enigma)
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ENIGMA El primero dia que salí contigo dijiste que era estraño tu trabajo. Nada más. Sin embargo, yo sentía que mi piel se rasgaba hecha jir...
18.8.06
Cesário Verde (De tarde)
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DE TARDE Naquele pic-nic de burguesas, Houve uma coisa simplesmente bela, E que, sem ter história nem grandezas, Em todo o caso dava uma agu...
15.8.06
Cristóvão de Aguiar (A respeito dos machos)
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A respeito dos machos, tanto arrocho não havia, não-senhor. Sempre se alcançava mais uma aberta — um home é um home, tem carta branca — isto...
11.8.06
Fernando Assis Pacheco (Chula das fogueiras-2)
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CHULA DAS FOGUEIRAS-2 Amor amor meu big amor eu dizia shazam e tu não me ligavas pus Mandrake a seguir-te hábil nos truques e tu não me liga...
10.8.06
Al Berto (Ofício de amar)
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OFÍCIO DE AMAR já não necessito de ti tenho a companhia nocturna dos animais e a peste tenho o grão doente das cidades erguidas...
7.8.06
Jaime Sabines (Quando quiseres morrer)
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Cuando tengas ganas de morirte esconde la cabeza bajo la almohada y cuenta cuatro mil borregos. Quédate dos días sin comer y veras ...
25.7.06
Cristóvão de Aguiar (De novo a voz do Ti José Pascoal)
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De novo a voz do Ti José Pascoal em mim ressuscitada acotovela-me os recantos iluminados da memória e vem guiar-me no labirinto desta escrit...
23.7.06
Nuno Júdice (Aparição num dia de inverno)
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APARIÇÃO NUM DIA DE INVERNO Um dia, lendo este poema, lembrar-te-ás: o amor falou através dele. Ouvirás no seu ritmo a voz que tantas vezes ...
Fernando Assis Pacheco (Há um veneno em mim)
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(VERSOS QUE O AUTOR MANDOU DE NAMBUANGONGO AO EDITOR) Há um veneno em mim que me envenena, um rio que não corre, um arrepio, h...
22.7.06
Ângelo de Lima (Eu ontem vi-te)
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EU ONTEM VI-TE... Eu ontem vi-te... Andava a luz do teu olhar, que me seduz, a divagar em torno de mim. E então pedi-te, nã...
18.7.06
Um verso (17)
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Um verso de NSQ (... não sei quem): "Nenhum dos meus caminhos guarda a tua sombra". . .
Maria Teresa Horta (Masturbação)
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MASTURBAÇÃO Eis o centro do corpo o nosso centro onde os dedos escorregam devagar e logo tornam onde nesse centro os dedos esfregam - correm...
16.7.06
Alexandre Herculano (Porque não adormeço eu)
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(Lido aos 18 anos, jamais esquecido…) Porque não adormeço eu, como o rude barqueiro, ao murmúrio das vagas sonolentas, ao sussurro da brisa ...
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