Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

25.7.06

Cristóvão de Aguiar (De novo a voz do Ti José Pascoal)

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De novo a voz do Ti José Pascoal em mim ressuscitada acotovela-me os recantos iluminados da memória e vem guiar-me no labirinto desta escrit...
23.7.06

Nuno Júdice (Aparição num dia de inverno)

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APARIÇÃO NUM DIA DE INVERNO Um dia, lendo este poema, lembrar-te-ás: o amor falou através dele. Ouvirás no seu ritmo a voz que tantas vezes ...

Fernando Assis Pacheco (Há um veneno em mim)

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(VERSOS QUE O AUTOR MANDOU DE NAMBUANGONGO AO EDITOR) Há um veneno em mim que me envenena, um rio que não corre, um arrepio, h...
22.7.06

Ângelo de Lima (Eu ontem vi-te)

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EU ONTEM VI-TE... Eu ontem vi-te... Andava a luz do teu olhar, que me seduz, a divagar em torno de mim. E então pedi-te, nã...
18.7.06

Um verso (17)

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Um verso de NSQ (... não sei quem): "Nenhum dos meus caminhos guarda a tua sombra". . .

Maria Teresa Horta (Masturbação)

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MASTURBAÇÃO Eis o centro do corpo o nosso centro onde os dedos escorregam devagar e logo tornam onde nesse centro os dedos esfregam - correm...
16.7.06

Alexandre Herculano (Porque não adormeço eu)

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(Lido aos 18 anos, jamais esquecido…) Porque não adormeço eu, como o rude barqueiro, ao murmúrio das vagas sonolentas, ao sussurro da brisa ...
11.7.06

Paul Eluard (Certitude)

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CERTITUDE Si je te parle c'est pour mieux t'entendre Si je t'entends je suis sûr de te comprendre Si tu souris c'est pour mi...
7.7.06

Cristóvão de Aguiar (O dia de cozedura de vavó Luzia)

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(E vai uma...) O dia de cozedura de vavó Luzia calhava sempre à sexta-feira. O chão da cozinha, revestido de tijolos vermelhos e que nos out...

António Ramos Rosa (Grito claro)

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GRITO CLARO De escadas insubmissas de fechaduras alerta de chaves submersas e roucos subterrâneos onde a esperança enlouqueceu de notas diss...
3.7.06

Bernardim Ribeiro (Écloga de Jano e Franco)

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ÉCLOGA DE JANO E FRANCO (Excerto) Dizem que havia um pastor antre Tejo e Odiana, que era perdido de amor per üa moça Joana. Joana patas guar...
1.7.06

Fernando Assis Pacheco (Chula das fogueiras)

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CHULA DAS FOGUEIRAS Passarei por ti na Visconde da Luz Passarás por mim na Alexandre Herculano passaremos um pelo outro distraídos e parvos ...
28.6.06

Um verso (16)

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Um verso de Sophia (Meditação do Duque de Gandia): “Nunca mais servirei senhor que possa morrer”. .

Jorge de Sena (Conheço o sal)

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Conheço o sal da tua pele seca depois que o estio se volveu inverno da carne repousada em suor nocturno. Conheço o sal do leite que...
23.6.06

Tomaz de Figueiredo (Pulou do quente)

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Pulou do quente ainda com estrelas e quase nem molhou a ponta do nariz, engoliu uma água de unto e tragou um dedal de aguardente, descompôs ...
22.6.06

Jorge Luís Borges (E aprende-se)

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Depois de algum tempo, aprende-se a subtil diferença entre tomar uma mão e aprisionar uma alma, e aprende-se que o amor não signi...
19.6.06

Fernando Assis Pacheco (Canção do ano 86)

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CANÇÃO DO ANO 86 Agora quando volto quando é raro voltar e sempre por um dia estou à minha espera na ponte de Santa Clara com um...

Claribel Alegria (Cada vez)

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CADA VEZ Cada vez que te amo vida y muerte están presentes: amanecer y noche paraíso sepulcro. Claribel Alegria BIOGRAFIA Poeta centroameric...
12.6.06

António Franco Alexandre (É mais fácil de longe imaginar)

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É mais fácil de longe imaginar o que seria ter-te aqui presente do que seria ter-te e não saber com que forma de corpo receber-te. Talvez um...

Um verso (15)

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Um verso de Ruy Belo (com dois de bónus): Este céu passará e então teu riso descerá dos montes pelos rios até desaguar no nosso...
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