Rua das Pretas

Serve-se poesia aos passantes (Com guardanapo...)

29.5.06

António Botto (Nunca te foram)

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Nunca te foram ao cu Nem nas perninhas, aposto! Mas um homem como tu, Lavadinho, todo nu, gosto! Sem ter pentelho nenhum com cert...
26.5.06

Mário Quintana (Bilhete)

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BILHETE Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me ...
25.5.06

Aquilino Ribeiro (Curtiam um taró)

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Quando voltava costas, os epicuristas metiam-se de novo na cama a gozar mais uns minutinhos de vale-de-lençóis. A mil metros de altit...
22.5.06

Mário Rui de Oliveira (Lamento pela morte de S.João da Cruz)

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LAMENTO PELA MORTE DE S. JOÃO DA CRUZ Marcham silenciosas pelo fim da tarde as últimas palavras do amor Mário Rui de Oliveira Mais poemas ...
19.5.06

Fernando Assis Pacheco (A filha)

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A FILHA Ajudai-me a cantar a filha. Preciso de cantar esta alegria simples que se abate sobre uns ombros mesquinhos. És tu a baga vermelha; ...
17.5.06

Eugénio de Andrade (Adeus)

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ADEUS Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos...
14.5.06

Maria do Rosário Pedreira (Não adormeças)

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NÃO ADORMEÇAS Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto e a luz é fraca e treme e eu tenho medo das sombras que desfila...
11.5.06

Aquilino Ribeiro (O prefeito Saraiva)

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(Ao descoser do povo...) Ao descoser do povo, o Sr. Saraiva deitou olhos amorosos para a tapadinha de regadio e bouça, ...
9.5.06

Jaime Sabines (Pensando bem)

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PENSÁNDOLO BIEN Me dicen que debo hacer ejercicios para adelgazar, que alrededor de los 50 son muy peligrosos la grasa y el cigarr...
7.5.06

Fernando Assis Pacheco (Animais de fogo)

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ANIMAIS DE FOGO (*) Um dia o homem é posto à prova, interrogado pelas areias moventes; desaba sobre ele a tempestade que o quer...
6.5.06

Miguel Torga (Bucólica)

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                                               BUCÓLICA A vida é feita de nadas: De grandes serras paradas À espera de movimento...
4.5.06

Gabriel Celaya (Biografia)

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BIOGRAFÍA La vida que murmura. La vida abierta. La vida sonriente y siempre inquieta. La vida que huye volviendo la cabeza, tentadora o quiz...
2.5.06

Um verso (14)

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Um verso de Cesário (Verde, dois, bem medidos): “Teus olhos dizem mais que muitas bibiotecas”. .
28.4.06

Cecília Meireles (Retrato)

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RETRATO Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. ...
27.4.06

Aquilino Ribeiro (Aquela luzinha)

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Luzinha-1 (Jorge de Sena) Luzinha-2 (Assis Pacheco) Luzinha-3 (Aquilino)... E eis que, divagando, pareceu-me ver ...
24.4.06

Um verso (13)

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Um verso de Eugénio (Deus lhe fale na alma): “Com palavras amo”. .

Fernando Assis Pacheco (Apanhador de pirilampos)

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                  APANHADOR DE PIRILAMPOS A poluição dos escapes os herbicidas foram-vos empurrando para fora do Pinheiro Ma...
21.4.06

Mário Cesariny (Poema)

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POEMA Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olh...
18.4.06

Jorge de Sena (Uma pequenina luz)

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UMA PEQUENINA LUZ Uma pequenina luz bruxuleante Não na distância brilhando no extremo da estrada Aqui no meio de nós e a multi...
12.4.06

Fernando Assis Pacheco (A bela do bairro)

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A BELA DO BAIRRO Ela era muito bonita e benza-a Deus muito puta que era sempre à espera dos pagantes à janela do rés-do-chão mas...
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